[ Dia 15-12-2003 ] – Foi aprovado o estudo de pré-engenharia para a nova máquina de papel da Portucel.

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Novo passo para a criação da nova máquina de papel da Portucel

O Conselho de Administração do Grupo Portucel Soporcel já aprovou o arranque do estudo de pré-engenharia para a instalação de uma nova máquina de produção de papel na fábrica de Setúbal. De acordo com Ângelo Loureiro, da administração da Portucel, o passo agora dado prepara o caminho para que “em meados de 2006 a Portucel de Setúbal comece a produzir papel” com “a maior, mais rápida e mais sofisticada máquina de papel de escritório do mundo (PM4)”.

Com um orçamento previsto de cerca de 400 milhões de euros, Ângelo Loureiro acredita que a nova unidade de fabricação de papel a instalar em Setúbal, vai ser “o maior investimento dos últimos e dos próximos dez anos”. Depois de a Câmara de Setúbal ter aprovado a suspensão parcial do Plano Director Municipal, de modo a permitir a construção da nova fábrica, foi a vez do Conselho de Administração “dar um passo importante para a consolidação deste investimento na fábrica de Setúbal”.

Ângelo Loureiro recorda que a Portucel está a passar por um processo de privatização, e que a próxima decisão no sentido de aprovação final deste investimento, “poderá pertencer a outro Conselho de Administração”. Por isso, em meados de 2004 “tem de estar concluído o relatório final do estudo de pré-engenharia”, e também o orçamento do projecto global, para que “o futuro Conselho de Administração tome uma decisão no terceiro trimestre do próximo ano”.  

A nova unidade de fabricação de papel de Setúbal vai significar “a saída do mercado de pasta para esta unidade fabril”, e vai permitir à Portucel passar a ser “um produtor integrado de papel”. Até agora a fábrica de Setúbal da Portucel exportava apenas a pasta, mas com a nova unidade vai passar a exportar papel, e assim tornar-se no “maior produtor europeu no segmento de papéis finos não-revestidos e o sexto a nível mundial”.

Para a região de Setúbal, este novo investimento vai trazer também “benefícios sociais, ao criar 300 postos de trabalho directos”, refere Ângelo Loureiro. No entanto, todas as infra-estruturas que “necessariamente vão aparecer à volta desta fábrica”, vão trazer um “dinamismo adicional à região”, pois vão permitir a criação de mais postos de trabalho indirectos. 

Ângelo Loureiro disse ainda ao “Setúbal na Rede” que a nova fábrica de papel, que deverá começar a laborar em 2006, “vai cumprir os mais exigentes requisitos ambientais”. Isto porque o novo investimento “vai respeitar as normas de prevenção e controlo integrado de poluição”, exigidas por lei.  seta-7928027