[ Dia 25-06-2004 ] – Câmara de Palmela quer escola provisória para 2º ciclo.

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Câmara de Palmela quer escola provisória
para 2º ciclo

A Câmara Municipal de Palmela pretende que, já no próximo ano lectivo, os alunos do quinto ano não tenham de se deslocar para fora do concelho para frequentar as aulas. Para tal, o executivo camarário pretende “a construção de instalações provisórias para os alunos do 2º ciclo”, refere a vereadora da educação, Adilia Candeias. Já José Manuel Silvério, da Comissão Pró-Escola do Poceirão/Marateca, acredita que, por detrás das instalações provisórias, pode estar o facto de as escolas do 2º ciclo da periferia estarem “superlotadas”.

A autarquia tem em vista a “celebração de um protocolo com o Ministério da Educação” (ME), “que contemple todo o ensino obrigatório”. O projecto deverá incluir “o compromisso de inscrição no PIDDAC de 2005, da verba destinada à primeira fase”, que corresponde à construção de uma escola básica até ao sexto ano de escolaridade. No entanto, a câmara “não quer esperar pela construção desta escola” e “está a tentar assegurar”, junto do ME, “a construção de instalações provisórias que comecem a funcionar já no próximo ano lectivo”.

No entanto, José Manuel Silvério defende que, a Câmara de Palmela “só deve permitir a construção da escola” se o poder central “assegurar que a escola só é provisória até ao ano lectivo seguinte”. Além disso, “é importante que estas instalações tenham condições para receber as crianças”. De outro modo, a câmara está a “cooperar” com uma situação que consegue “ser ainda pior do que a actual”. Este responsável acredita que as instalações provisórias são motivadas pelo facto de “já não haver vagas nas escolas do Pinhal Novo e de Pegões”, que se encontram “superlotadas”.

A moção foi apresentada em reunião camarária e provada por unanimidade. A autarquia pretende “a instalação de pré-fabricados no terreno onde se vai realizar a futura escola”. Uma instituição que deverá acolher cerca de 100 crianças. Mas a vereadora sublinha que, os contactos com o Ministério da Educação (ME) estão a ser feitos no sentido de que, as instalações provisórias, “existam por um prazo te tempo definido”. Isto para que não se verifique o que acontece com muitas escolas provisórias do país “que existem há dezenas de anos”.

Com as instalações provisórias é possível resolver “o problema da extinção da telescola” que obrigou os alunos que terminam o quarto ano a sair para fora do concelho, para irem à escola. A vereadora refere que uma instituição que contemple a escolaridade obrigatória “é muito importante para o concelho”. Isto porque os alunos têm de fazer viagens que duram, por vezes, “mais de uma hora”. Algo que “não contribui para o sucesso escolar”.

A vereadora realce que, o concelho de Palmela “tem algumas características semelhantes a regiões do interior do país”, “uma vez que as freguesias se encontram muito dispersas”. Algo que obriga as crianças a fazerem “grandes percursos para estudarem”. Além disso, com uma escola com o ensino obrigatório seria possível lutar contra a “desertificação” que se tem vindo a registar em algumas áreas do concelho, refere.

Neste sentido, José Manuel Silvério defende que o ideal seria “construir escolas por todo o país de uma forma sustentada”. De acordo com este responsável, existem escolas “com capacidade para receber muitos alunos que estão, no entanto, às moscas”. Enquanto outras zonas do país, que precisam de uma escola, têm de mandar as suas crianças para percorrer “cerca de 40 quilómetros todos os dias para estudarem”.  seta-9192437