[ Dia 03-08-2004 ] – População de Santo André contesta horário dos bares.

0
Rate this post

População de Santo André contesta horário dos bares

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém reúne, hoje, com os moradores e proprietários de bares do Bairro do Pinhal para “chegar a um consenso”, sobre o horário de funcionamento daqueles estabelecimentos. Os moradores realizaram, mesmo, um abaixo-assinado “em protesto contra o ruído provocado na via pública pelos clientes dos bares”, disse ao “Setúbal na Rede” o vice-presidente da autarquia José Baguinho. Já os proprietários “pedem que a autarquia alargue o horário de abertura das duas para as quatro da madrugada”.

José Baguinho reconhece que se trata de um processo “complicado” para a autarquia que decidiu, por isso, reunir-se com as duas partes “adversárias” e a GNR de Santo André. O “desentendimento” entre moradores e proprietários de bares no Bairro do Pinhal originou, mesmo, a realização de dois abaixo-assinados.

Por um lado, os moradores alegam que os clientes dos bares “fazem barulho até altas horas da madrugada”, já que permanecem na rua a conversar depois dos estabelecimentos encerrarem. Os moradores sentem-se “incomodados” e alertam para os “problemas de vivência no bairro” causados por esta situação. Já os proprietários consideram que “o funcionamento, apenas, até às duas horas é mau para o negócio” e pedem o prolongamento do horário até às quatro da madrugada.

Não se antevê, por isso, um fim de tarde calmo, hoje, em Vila Nova de Santo André, na reunião promovida pela câmara. “É necessário chegar a um entendimento”, refere José Baguinho, que compreende os motivos de todos. No entanto, adianta que, “muito dificilmente, a autarquia poderá ceder ao pedido dos proprietários”, já que as actividades económicas “não podem colidir com o descanso das pessoas”.

A mesma opinião tem o presidente da Junta de Freguesia de Santo André. António Silvestre explica que os moradores do Bairro do Pinhal “estão a viver uma situação muito complicada”, por causa do barulho dos bares, “até às tantas da noite”. Depois de estes encerrarem, “o barulho continua na via pública”.

O autarca sublinha que todos os estabelecimentos comerciais que se situem, numa zona urbana “devem encerrar às 24 horas”, segundo a lei. António Silvestre explica ao “Setúbal na Rede” que a autarquia de Santiago do Cacém “pede sempre pareceres” à junta de freguesia para “licenciar os horários” dos estabelecimentos comerciais. No entanto, “mesmo sabendo a posição da junta”, a câmara “aprova os horários até mais tarde”

Os estabelecimentos que estiverem longe das habitações “podem estar abertos até mais tarde”, pois “não vão afectar ninguém”. As pessoas “têm o direito ao descanso”, refere. A situação “complicada” do Bairro do Pinhal levou a câmara a organizar uma reunião, para a qual “a Junta de Freguesia de Santo André não foi convidada”.   

O “Setúbal na Rede” tentou contactar os grupos de moradores e de proprietários de bares que organizaram os abaixo-assinados, mas tal não foi possível até ao momento. seta-4447226