[ Dia 28-10-2004 ] – Luz verde para Vitória de Setúbal e Pinhalnovense na Taça de Portugal

0
Rate this post


Mestre Maco patrocina o Desporto no “Setúbal na Rede”

Luz verde para Vitória de Setúbal
e Pinhalnovense na Taça de Portugal

O Vitória de Setúbal e o Pinhalnovense garantiram a passagem à próxima eliminatória da Taça de Portugal. O Pinhalnovense foi à madeira derrotar o Estrela da Calheta por duas bolas a zero e os sadinos sofreram até final do jogo mas derrotaram o Pedras Rubras também pela mesma margem. O treinador vitoriano, José Couceiro, considera esta vitória “justa” até pela “equipa que jogou de início”.

Local: Estádio do Bonfim, Setúbal
Árbitro:
João Vilas Boas

Vitória F. C.: Paulo Ribeiro; Ricardo Pessoa; Bruno Ribeiro; Puma; Dione; Auri; Igor; João Paulo Brito (Jorginho, 65’); Binho (Ricardo Chaves, 75’); Pedro Oliveira; Bruno Moraes (Meyong, 84’)

Treinador: José Couceiro        

Disciplina: amarelo aos 80 minutos para Bruno Moraes

Pedras Rubras: Tó Figueira; Amado; Marin; Moisés; Luís Carlos; Ricardo Jorge (Xavier, 62’); Serginho; Rui Manuel; Madureira (Muca, 71’); Miguel (Marcial, 80’); Madaleno

Treinador: Caneco

Disciplina: amarelo aos 3 minutos para Luís Carlos; aos 68 para Madaleno e aos 76 para Marin

Golos:
1-0 –
Bruno Moraes (20)
2-0 –
Meyong (90’)

José Couceiro sabia que “ia correr riscos” com a constituição da equipa para a recepção ao Pedras Rubras. O treinador sadino acabou por tirar “boas elações” do jogo, dentro “das limitações” da equipa que apresentava. Couceiro ficou “satisfeito” por ter conseguido o “objectivo principal” que passava pela “vitória” e consequente “continuação” na Taça de Portugal”.

E porque a Taça de Portugal é sempre um clássico do futebol português em que todas as equipas se mostram de igual para igual, o Vitória de Setúbal recebeu, no Bonfim, um Pedras Rubras com a “ambição” de “fazer o melhor” possível. Quem o disse foi Caneco, treinador da equipa visitante, que considera que a sua equipa “deixa sempre marca” onde quer que vá jogar.

O jogo iniciou-se muito repartido e quase não se notava as diferenças lógicas das duas equipas. No entanto o Vitória começou a criar algumas situações de perigo junto da baliza dos visitantes. Numa boa jogada de insistência pelo lado direito do ataque sadino, a defesa do Pedras Rubras fica a ver jogar, Bruno Moraes aparece de frente para a baliza e sem dificuldade coloca os sadinos em vantagem no marcador.

Desde o golo marcado e até ao final da primeira parte, assistiu-se a um sem fim de “oportunidades desperdiçadas” pelo ataque sadino. José Couceiro revela que se o Vitória “marcasse” o segundo golo “mais cedo”, em vez de desperdiçar tantas oportunidades, a “história” do jogo acabaria por ser “outra”. A primeira parte acabaria por terminar com o Pedras Rubras a empurrar o Vitória para a sua defesa e a obrigar o adversário a jogar mal.

No reatamento do jogo, os sadinos que tinham saído mal, entraram ainda pior. A contrastar com o Vitória estava a equipa do Pedras Rubras, que por enumeras vezes criou perigo junto da baliza de Paulo Ribeiro, e que apenas não marcou por alguma falta de habilidade dos seus avançados e boa prestação do guarda-redes suplente do Setúbal. 

Para “refrescar” a equipa, José Couceiro fez entrar os jogadores habituais, Jorginho, Ricardo Chaves e Meyong. O trio de jogadores não trouxe nada de novo ao jogo e o Vitória de Setúbal apenas criou, durante toda a segunda parte, três oportunidades de perigo. A primeira aos 58 minutos e a segunda, mais de meia hora depois, sendo que a terceira deu golo, pelo avançado Meyong já em cima dos 91 minutos.

O treinador dos visitantes desabafou que o uso da “artilharia pesada” do Vitória de Setúbal acabou por ditar o “resultado” do jogo. No entanto, Caneco considerou esta Vitória dos sadinos “merecida” mas “pesada”, tendo em conta aquilo que o “Pedras Rubras fez”.

O jogo terminou com a vitória clara mas sofrida dos sadinos, que se apresentaram aos sócios numa equipa bastante diferente do habitual. José Couceiro “sabia que” ia ter “dificuldades” porque o Pedras Rubras é uma “boa equipa” e que “joga bem”. O treinador vitoriano “não” tem qualquer “preferência” para o próximo adversário, porque o Vitória é um clube que, pela sua “dimensão”, tem de “continuar sempre” na Taça, independentemente do clube adversário.

Vitória fácil do Pinhalnovense
na deslocação à madeira

O treinador do Pinhalnovense considerou a vitória diante do Estrela da Calheta “fácil”, porque a sua equipa sempre conseguiu fazer “circular a bola” como bem queria. O treinador considera que a sua equipa fez “o melhor jogo da temporada” até porque as coisas “correram sempre muito bem”.

Segundo Paco Fortes esta vitória por dois a zero bem podia “ter sido de três ou quatro”, porque a sua equipa “desperdiçou” muitas oportunidades. Para o futuro, a equipa “manterá” a sua “filosofia”, que é a de “pensar” no próximo jogo para “ganhar”, tanto no campeonato como na taça.seta-3483261