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Associações e Câmara de Montijo debatem futuro do movimento associativo

A Câmara Municipal de Montijo reuniu, dia 24 de Julho, com representantes de 23 colectividades de desporto, cultura e recreio do concelho, com vista a analisar os problemas com que se debate o movimento associativo local.

Num diálogo plural e profícuo, os participantes concluíram que os equipamentos devem ser rentabilizados, quer os que são propriedade do município quer os que são propriedade das associações. “Não há solidariedade, quando há freguesias com sedes fechadas, enquanto outras não têm um espaço próprio, nem pode haver solidariedade quando as colectividades não põem os seus equipamentos ao serviço da comunidade e de outras colectividades mais necessitadas”, referiu a edil montijense. Neste encontro, Maria Amélia Antunes, comprometeu-se, em nome do executivo, a equacionar o problema dos transportes, de forma a proporcionar às associações melhores condições na deslocação dos atletas.

A elaboração de planos de actividade, bem como o planeamento e contratualização, a médio prazo, das acções a realizar pelas associações foi considerado essencial para a presidente da Câmara.

Os representantes que intervêm em prol da comunidade no âmbito cultural, recreativo e desportivo, ressaltaram a importância de fomentar a associação concelhia das colectividades do concelho, de forma a seguirem o exemplo distrital com a constituição, recente, da Federação das colectividades.

Não obstante a difícil situação financeira vivida pelas autarquias, em função das restrições no acesso ao crédito e no corte das receitas da Sisa provocadas pelo Governo, a Câmara de Montijo considera que o que deve mudar no relacionamento entre as associações e o município é a forma de apoio às mesmas. “Os apoios não são necessariamente financeiros, eles podem assumir a forma de apoio técnico, material e financeiro, mas todo e qualquer apoio deve obedecer a uma total transparência e disciplina nas contas a apresentar obrigatoriamente pelas colectividades ao município de Montijo”, referiu a presidente da Câmara em jeito de conclusão.

As associações e a Câmara Municipal ficaram, no futuro, de aprofundar outros temas polémicos, como é o caso da aplicação do princípio da justiça social na actividade das colectividades, de forma a evitar que, perante rendimentos diferentes dos seus utilizadores, seja aplicado o princípio da igualdade de oportunidades.

Por fim, o executivo camarário e os representantes do movimento associativo concluíram que, apesar de algumas dificuldades por que passam as associações no concelho, o futuro é promissor. A começar pelo exemplo de algumas colectividades que têm mostrado a sua capacidade para se renovarem e inovarem.

 
Para mais informações www.mun-montijo.pt